Pesadelo
Além do facto de estar, com muita urgência, a precisar de férias, coisa que não tenho há 1 ano, estou saturada de tudo o que me rodeia. A minha vida assemelha-se a um pesadelo. Talvez seja a altura do mês que, estando em nada ligada a alterações hormonais, está a ser propícia a estes maus sentimentos em mim.
A tuna põe-me maluca e stressada. A cada dia que passa fico com menos vontade de trabalhar para o que quer que seja. Hoje não vou ao ensaio e também não vou à actuação no sábado. Não me apetece, não tenho paciência, não consigo digerir o estado das coisas. Preciso de fazer uma pausa para mim e por isso vou ficar em casa, sozinha, este fim de semana.
Ontem cheguei a casa às 20h15, estoirada, pousei a lancheira do almoço, lavei a loiça do jantar da noite anterior, lavei a minha almoçadeira. Não estava ninguém em casa. Peguei na carteira e saí. Encontrei-me com o Paulo e estivemos numa reunião com o Simão na Esecs a pensar a apresentação do festival. Cheguei a casa às 21h30 e ele estava a fazer o jantar dele. Teve o descaramento de me perguntar se eu já tinha jantado (vá-se lá saber onde e com quem, como se não jantar com ele fosse algo banal na minha vida) e se eu ainda ia "prá tal reunião".
Chegou a casa a casa e viu que eu já tinha lá estado, e se não reparou nisso tudo fica um pouco mais negro. Não me tinha ligado a perguntar onde estava, não me ligou a perguntar como seria do jantar como faz sempre.
Vinha cheia de fome mas perdi a vontade de fazer comer. Aqueci uma tijela de sopa e não lhe dirigi a palavra. Fui tomar banho e não lhe dirigi a palavra. Fui-me deitar, no meu quarto, e não lhe disse boa noite.
Hoje de manhã estava terrivelmente triste porque o adoro, porque não esperava uma coisa daquelas da parte dele e porque me custou mais a mim do que a ele todo o desprezo que lhe dei em troca do sucedido ao jantar. Fui ao quarto dele e dei-lhe um beijo na face, imediatamente as lágrimas escorregaram dos meus olhos. Não dei parte fraca e vim-me logo embora.
Só sei que não mereço isto.
Começo a ficar farta da vida que tenho.
A tuna põe-me maluca e stressada. A cada dia que passa fico com menos vontade de trabalhar para o que quer que seja. Hoje não vou ao ensaio e também não vou à actuação no sábado. Não me apetece, não tenho paciência, não consigo digerir o estado das coisas. Preciso de fazer uma pausa para mim e por isso vou ficar em casa, sozinha, este fim de semana.
Ontem cheguei a casa às 20h15, estoirada, pousei a lancheira do almoço, lavei a loiça do jantar da noite anterior, lavei a minha almoçadeira. Não estava ninguém em casa. Peguei na carteira e saí. Encontrei-me com o Paulo e estivemos numa reunião com o Simão na Esecs a pensar a apresentação do festival. Cheguei a casa às 21h30 e ele estava a fazer o jantar dele. Teve o descaramento de me perguntar se eu já tinha jantado (vá-se lá saber onde e com quem, como se não jantar com ele fosse algo banal na minha vida) e se eu ainda ia "prá tal reunião".
Chegou a casa a casa e viu que eu já tinha lá estado, e se não reparou nisso tudo fica um pouco mais negro. Não me tinha ligado a perguntar onde estava, não me ligou a perguntar como seria do jantar como faz sempre.
Vinha cheia de fome mas perdi a vontade de fazer comer. Aqueci uma tijela de sopa e não lhe dirigi a palavra. Fui tomar banho e não lhe dirigi a palavra. Fui-me deitar, no meu quarto, e não lhe disse boa noite.
Hoje de manhã estava terrivelmente triste porque o adoro, porque não esperava uma coisa daquelas da parte dele e porque me custou mais a mim do que a ele todo o desprezo que lhe dei em troca do sucedido ao jantar. Fui ao quarto dele e dei-lhe um beijo na face, imediatamente as lágrimas escorregaram dos meus olhos. Não dei parte fraca e vim-me logo embora.
Só sei que não mereço isto.
Começo a ficar farta da vida que tenho.

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